Guerra de Bacellar e Reis causa atritos partidários

Reis pode se tornar candidato ao Senado e fazer frente a Castro.

A guerra deflagrada no governo do Rio entre o presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar (União), e o agora ex-secretário de Transportes, Washington Reis (MDB), colocou o governador Cláudio Castro (PL) em maus lençóis, criou uma crise entre partidos e ameaça dissolver a aliança montada pelo Palácio Guanabara para 2026. Castro que retorna nesta segunda de Portugal, deve decidir se mantem Reis como secretário ou acata a demissão. Bolsonaristas, líderes do PL e alguns do MDB também manifestaram-se contrário a essa decisão. Em lugar de Reis, Bacellar nomeou o secretário de Governo André Moura (União), para responder temporariamente pela pasta dos Transportes.

Ao RJ2, da TV Globo, Bacellar chamou Reis de “insubordinado” e afirmou que Castro não sabia da demissão. “É natural que o governador me dê liberdade para atuar, e é com essa liberdade que eu tomei essa decisão única e exclusivamente deliberada, de minha responsabilidade”.

Cláudio Castro está evitando se manifestar para evitar que surja uma candidatura concorrente à dele para o Senado no campo da direita e o ex-secretário está cotado para ela. Bacellar passou a ser o primeiro nome na linha sucessória depois do vice Thiago Pampolha (MDB) renunciar ao cargo e aceitar uma vaga no Tribunal de Contas do Estado. Bacellar por sua vez se reuniu no final de semana, em Búzios com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente, para que Bolsonaro tenha participação na escolha de seu candidato a vice em 2026 e também no seu sucessor na presidência da Alerj.

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