Ramon exonera 400 comissionados a partir de 1º de janeiro Indicados pela oposição não serão readmitidos

O decreto “vazou” do próprio gabinete do prefeito Ramon.

Sob a alegação oficial de que “A Administração Municipal informa que está realizando uma revisão periódica dos cargos em comissão, medida prevista no ciclo regular de gestão. O objetivo é garantir maior eficiência, clareza organizacional e alinhamento das equipes às metas e prioridades do governo”, o prefeito Ramon Dias Gidalte exonera a partir do dia 1º de janeiro de 2026, quatrocentos cargos comissionados. A Portaria 884/2025 é assinada pelo prefeito Ramon Gidalte e os comentários é de que apenas os indicados por vereadores e políticos que apoiam o prefeito, retornarão a seus cargos. A medida extingue de uma só vez centenas de funções e provoca uma mudança brusca na estrutura administrativa da cidade.

De acordo com o documento, a medida integra um processo de reorganização e revisão dos cargos em comissão. A portaria informa que a decisão faz parte de ajustes internos e readequação da máquina pública, mas não detalha quais setores serão afetados nem apresenta plano de substituição ou transição. Muitos trabalhadores foram surpreendidos pela determinação às vésperas do ano novo, período em que normalmente recebem abono, décimo terceiro salário e organizam seus compromissos para o ano seguinte.

A Portaria 884/2025, assinada pelo prefeito Ramon Gidalte determina, de forma considerada por servidores e parlamentares, como covarde a exoneração de todos os cargos comissionados do município a partir de 1º de janeiro de 2026. A medida extingue de uma só vez centenas de funções e provoca uma mudança brusca na estrutura administrativa da cidade. Essa portaria deveria estar publicada em diário oficial do dia 9, mas nas 18 páginas do mesmo a lei não está inserida. A assessoria de Comunicação informa que, a lei não foi publicada em Diário oficial.
O vereador Pedro Gadelha se manifestou publicamente após ter acesso à portaria. Ele afirmou que não compreende os motivos da exoneração em massa e questionou se a medida estaria relacionada a manobras políticas ou ajustes orçamentários. Segundo o parlamentar, a decisão preocupa pela amplitude e pelo impacto direto sobre as famílias afetadas. São dez páginas contendo nomes e cargos ocupados nesse decreto.

A medida também gerou alerta em setores da administração municipal que dependem de equipes comissionadas para execução de atividades diárias. Até o momento, a prefeitura não informou como será feita a recomposição dos cargos nem se haverá nova estruturação a partir de janeiro. Com a publicação da portaria em Diário Oficial, as exonerações terão graves repercussões já que boa parte das ações públicas ficarão paralisadas, como o administrativo da subprefeitura em Barra de São João, a procuradoria, a área de saúde e outras secretarias. Em comentários temerosos é de que os comissionados que foram indicados pelos vereadores e grupos de oposição que estiveram ao lado de Ramon não irão retornar às funções antigas e em seus lugares entrarão outros que estão em consonância com a política do prefeito.

O final da nota oficial diz que “As atualizações no quadro funcional permitirão melhor distribuição de responsabilidades e otimização dos processos de trabalho, sem prejuízo à continuidade dos serviços públicos e com total respeito aos servidores que atuam diariamente no atendimento à população”.

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