Marcos Abrahão nomeia parentes em secretarias de Rio Bonito

O hospital está sendo administrado pela empresa mas falta atendimento à população.

Enquanto isso, a Saúde está quase à beira da morte

Enquanto o caos impera em Rio Bonito, com falta de médicos, medicamentos, transporte urbano indo à falência e falta de professores e merenda nas escolas, o prefeito Marcos Abrahão nomeou parentes diretos na administração da prefeitura. São eles, Marcos Abrahão Filho no cargo de secretário de governo, Eucimar Mendonça Valente Abrahão na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação e Ricardo Abrahão Flores na de Comunicação Social.

 

Isso é chamado de nepotismo, que segundo o artigo 6° – É vedada a nomeação, designação ou contratação de parente de autoridade no âmbito de sua área de influência, independentemente de valimento do cargo ou função, da finalidade de obtenção de proveito ou benefício indevido, ou de violação dolosa aos deveres de honestidade, de imparcialidade e de legalidade. As consequências para quem pratica nepotismo são graves, incluindo perda de bens, devolução de recursos, multa, suspensão dos direitos políticos e até perda da função pública.

 

O trio foi nomeação pelo prefeito Marcos Abrahão logo após a sua posse. Foram nomeados a esposa, seu filho e sobrinhos entre elas Vanessa Abrahão Carvalho contratada como nutricionista do Núcleo de Apoio à Saúde da Família, a partir de março deste ano. Segundo o portal da Transparência da prefeitura, enquanto o salário do prefeito é de R$ 18 mil, o de secretário está na ordem de R$ 6.880,00 bruto sem levar em conta a gratificações ou diárias que forem feitas ao longo do mês.. Encaminhamos perguntas à prefeitura através da Secretaria de Comunicação sobre essas questões e outras e até o fechamento desta edição não houve resposta. Apenas que deveríamos procurar a Secretaria de Governo e conversar, mas não foi dito com quem seria o responsável pelas informações a serem dadas ao jornal Boa Semente.

 
Filho, Esposa e Sobrinho do prefeito de Rio Bonito

Filho, Esposa e Sobrinho do prefeito de Rio Bonito

Outros problemas:

 

Enquanto a cidade – por decreto feito pelo prefeito – passa por estado de calamidade administrativa e financeira devido a problemas na Saúde, com falta de médicos, salários de funcionários

atrasados, férias vencidas, falta de medicamentos nos postos e hospital além de outros insumos a prefeitura vem gastando milhões. Vale lembrar que a prefeitura fez um contrato com a empresa Imedcare por R$ 18 milhões. Empresa que foi criada em dezembro de 2024.

 

A primeira é no valor de meio milhão para a construção de vestiário do estádio do 90. Isso está sendo denunciado para o Ministério Público apurar. Outra denúncia é o gasto de aproximadamente de R$ 27 milhões em máquina e equipamentos pesados. Valor que poderia ser gasto na compra de maquinário próprio.

 

Para garantir alimentação para servidores de algumas secretarias como salgados, sucos e café com leite, a prefeitura irá gastar mensalmente R$ 40 mil, totalizando R$ 516 mil em buffet. Já na secretaria de Obras terá R$ 56 mil apenas no pagamento de pão francês. Nas escolas falta merenda, professores e na saúde, servidores estão sem receber há meses. Há outras reclamações de gastos que poderiam ser deslocados para pagamento de funcionários, pensão e aposentadoria dos seus velhos servidoresLegenda: Marcos Abrahão nomeio familiares em cargos públicos.

 

Saúde em caos

 

A Saúde em Rio Bonito está um caos. Filas intermináveis em postos de saúde, faltando médicos nas unidades bem como remédio. A prefeitura contratou por quase R$ 18 milhões a empresa Imedcare para executar os serviços e as reclamações permanecem. Na UPA os técnicos de raio X estão há quatro meses sem receber seus salários, funcionários terceirizados sem férias, sem direito a apresentar atestado quando doentes e são obrigados a pagar do próprio bolso passagens para fazerem cursos de capacitação. A Imedcare de Barra do Piraí estranhamente tem seu CNPJ criado em dezembro de 2024.

 

O primeiro decreto foi em janeiro de 2025. O decreto nº 006/2025, publicado no Diário Oficial do Município revela um cenário crítico para o município. Entre os problemas apontados pela administração municipal, estão a ausência de recursos para cobrir compromissos básicos e o alto comprometimento do orçamento municipal com despesas de pessoal e a inadimplência com fornecedores de serviços essenciais, como medicamentos.

 

O decreto também destaca total ausência no que se refere ao envio de dados relativos à saúde pública a equipe de transição; ausência de informações relativas ao recebimento de receitas e as despesas contraídas pelo Fundo Municipal de Saúde (FMS), gerando uma total insegurança administrativa; ausência de informações relativas aos contratos administrativos entabulados pela secretaria de Saúde e seus fornecedores, podendo ocasionar a descontinuidade de serviços públicos essenciais à população, como o desabastecimento de medicamentos na farmácia municipal, assim como insumos para atendimento e abastecimento das unidades de saúde municipal, colapsando todo o sistema de saúde, além da situação caótica encontrada no Hospital Regional Darci Vargas, entre outros.

 

O texto ainda aponta que, após o sequestro de verbas públicas, o governo municipal tem encontrado dificuldades em honrar com compromissos, com tendência de agravamento nos próximos meses, afetando diretamente a prestação dos serviços essenciais e no pagamento da folha salarial. Ainda conforme o Decreto, serão adotadas medidas administrativas para o contingenciamento de gastos até ser equacionada a situação financeira municipal.

 

Como nos quatro meses de vigência do decreto nada foi regularizado, o prefeito Marcos Abrahão prorrogou em abril por mais 120 dias o estado de calamidade administrativa e financeira. Para isso, criou uma Comissão de Auditoria, formada por membros das secretarias de Saúde, Fazenda, Controladoria Geral, Procuradoria Geral e Chefia de Gabinete, que realizará uma varredura em todos os processos da secretaria Saúde pública.

A direção do Jornal Boa Semente encaminhou várias perguntas à Prefeitura sobre as nomeações e sobre a saúde, mas não houve resposta. A direção do jornal coloca à disposição da prefeitura o mesmo espaço para esclarecimentos necessários que acharem necessário.

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