Chiquinho da Educação acusado de obstruir a justiça em caso de homicídio

Chiquinho é acusado de obstruir a Justiça e pode responder pelo crime.

O ex-prefeito de Araruama, Chiquinho da Educação, suspeito de envolvimento de assassinato do empresário Max dos Medicamentos, ocorrido agosto de 2024. E agora de novas acusações que apontam tentativa de obstrução de Justiça no caso. Segundo documentos registrados em cartório e na delegacia, o ex-prefeito e o advogado Rodrigo Bach Barreto teriam articulado a inclusão de nomes de inocentes nos autos da investigação, entre eles empresários e políticos. O caso voltou à tona graças as revelações feitas pelo servidor público Eduardo dos Santos Damas que retificou seu depoimento.

Entre os nomes que Eduardo foi orientado a incluir como mandantes e executores do crime estão os empresários Polati e Bruno Cabeção, além de policiais e vereadores da cidade. No entanto, em novo termo prestado à 118ª DP, na última segunda (14), acompanhado da nova advogada, Patrícia Carvalho Falcão, o servidor voltou atrás e declarou que não conhece e nunca ouviu “falar desses nomes. Tudo foi uma construção dele [Rodrigo] e de Chiquinho”. Em troca dele citar nomes, receberia R$ 300 mil e permanência no cargo público, garantias estas dada por Chiquinho, transmitida durante conversa do advogado com Eduardo.

Um dos acusados, o vice-presidente da Câmara Municipal de Araruama, vereador Thiago Pinheiro (MDB) fez um pronunciamento na Casa, comentando que era um grande dia para ele, já que Eduardo dos Santos Damas fez um novo depoimento e desmentiu seu envolvimento no assassinato de Max dos Medicamentos. “Eu muito me emociono, porque nada tinha a ver com esse caso, mas ao mesmo tempo estava muito tranquilo quanto a minha inocência. Mas era uma coisa muito grave. Tive que contratar um escritório de advocacia. E conseguimos provar que foi tudo uma armação do Chiquinho da Educação com o advogado Rodrigo Barreto…. Agora irei processar vocês de todas as maneiras”, concluiu.

As revelações vieram à tona após o servidor público Eduardo dos Santos Damas, atualmente preso no Presídio Evaristo de Moraes, no Rio de Janeiro, retificar seu depoimento anterior e afirmar que foi coagido a prestar falso testemunho. Em declaração formal, Eduardo relatou que, após a morte de seu filho em confronto com a polícia, foi abordado por Rodrigo Barreto, que lhe mostrou a foto do filho morto e propôs um acordo: ele deveria apontar empresários e políticos como responsáveis pelo crime, em troca de apoio jurídico, estabilidade funcional e ajuda financeira.

A Polícia Civil e Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro avaliam abrir uma nova frente de apuração para investigar os crimes de coação de testemunha, falsidade ideológica, obstrução de Justiça e denunciação caluniosa.

 

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