O EEARJ será realizado nos dias 26, 27 e 28 de junho de 2026 em Silva Jardim (RJ). Tema foi discutido em encontro preparatório na AMLD.
O protagonismo feminino no campo, a luta contra a violência doméstica e o feminicídio estarão entre os temas centrais do Encontro Estadual de Agroecologia do Rio de Janeiro (EEARJ), que será realizado nos dias 26, 27 e 28 de junho de 2026, em Silva Jardim (RJ).
Durante a reunião preparatória realizada em fevereiro na Associação Mico-Leão-Dourado, em Silva Jardim, o Grupo de Trabalho Mulheres (GT Mulheres) da regional Serramar destacou a importância de levar para o encontro estadual debates sobre a proteção das mulheres, a construção de redes de apoio e a valorização das agricultoras como protagonistas da agroecologia.
“O GT Mulheres vem há bastante tempo nesta luta contra a violência doméstica
e contra o feminicídio. Ele mobiliza essas rodas de conversa para alertar meninas e
mulheres a perceberem quando começa essa violência. O poder público foca muito na agressão física, mas não foca na violência psicológica e isso a gente vai tentar alcançar nesse encontro, para que nossas mulheres possam viver melhor”, explica Darcy Machado de Almeida, agricultora e integrante do GT Mulheres na regional Serramar.
Além da denúncia e da conscientização, o encontro, que tem apoio do Projeto GEF Áreas Privadas, também será espaço de troca de experiências e fortalecimento coletivo.
“Esse encontro é de uma importância muito grande para a agricultura familiar e para
o grupo de mulheres mais ainda, porque é a oportunidade que a gente tem de se encontrar com as mulheres, onde vamos aprendendo, ensinando e conhecendo a história uma das outras. E isso é muito importante para a gente, trazer essa vivência, debater internamente e levar o que a gente tem lá para dentro do Encontro, um evento tão grande e de grande importância”, disse Aparecida de Oliveira, agricultora e membro do GT Mulheres na regional Serramar.
O GT Mulheres é composto por cerca de 25 mulheres incluindo agricultoras, viveiristas, artesãs, feirantes, técnicas, professoras e estudantes, que se dedicam à agroecologia nos municípios de Casimiro de Abreu, Silva Jardim, Araruama e Rio das Ostras.
A perspectiva da agroecologia como modo de vida também foi ressaltada por Generosa de Oliveira Silva, que representou a Comissão de Segurança Alimentar da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) durante o evento na AMLD.
“Quando a gente fala em agroecologia, a gente fala em modo de vida. Agroecologia não é só você pensar no alimento. É você pensar na sua relação com trabalho, como se dá essa relação da agroecologia com a mulher, com a juventude, com a produção, com a comercialização… É discutir o mercado, mas o mercado justo, solidário e saudável”, afirmou Generosa.
Mais do que um espaço de articulação da agroecologia, o Encontro também
será um marco na luta das mulheres agricultoras por dignidade, justiça e vida sem violência.












