Vereadores de Casimiro trocam acusações

Os vereadores Lelei e Rosimery estão solicitando uma CI (comissão de investigação) da Câmara de Vereadores de Casimiro de Abreu para verificar em paralelo ao Ministério Público sobre os contratos de empresas com a prefeitura. O imbróglio começou com Lelei comentando que não era ingrato com o prefeito. “Tenho que cobrar as ações do prefeito. Estou pedindo a assinatura dos demais vereadores para a CI sobre a investigação do Gaeco do gasto de R$ 270 milhões e a questão dos combustíveis.”
“Estou aqui para cobrar o relatório do ex secretário que diz que nada foi apurado contra ele. Se nada foi apurado como explica que uma máquina já leiloada foi abastecida? E cadê a punição a outro secretário que fez o relatório dizendo que havia coisa errada? Isso seria um falso testemunho. O relatório do MP está correndo em sigilo. O relatório interno pode ter dito que não houve erro”.
Logo em seguida, o vereador Marcelo Mota foi categórico em afirmar que Lelei foi omisso “durante quatro anos, quando andava com o prefeito. Foi omisso quando foi vice prefeito. Que vergonha. Brigou para decido que não seria construído uma escola, uma creche e um posto de saúde no bairro São João. Brigou contra. Não vai, porque o meu projeto de coração é construir um estádio de futebol. Vejo a necessidade de investimento no esporte. Mas será que era o secretário de esporte que era seu amigo? Indaga ele. Ou que a empresa AMX era muito ligado a você excelência?”.
“Será que a omissão pelos quatro anos foi por conta disso? Fica aqui a minha pergunta. A minha insatisfação com a ingratidão é com as secretarias que andava e recebeu apoio de todas elas. Mota foi taxativo em afirmar que Lelei virou as costas para todos os funcionários que o ajudaram a apoiar. E que se não fosse esse apoio, Lelei teria perdido as eleições”, finalizou ele.
Para concluiu esse bate boca em plenário, a vereadora Rosimery pediu aos demais vereadores que assinem a CI para que tudo seja esclarecido, seja sobre a investigação feita pelo Ministério Público das empresas e contratos milionários, seja do abastecimento de combustíveis em veículos fora do município.

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