O pedido de Indicação Geográfica (IG) da Tainha da Lagoa de Araruama, protocolado esta semana junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), é uma garantia de origem do pescado, fortalecendo a cadeia produtiva da pesca artesanal realizada na laguna. Segundo a prefeita Daniela Soares, a certificação vai trazer impactos positivos para todos:
“A IG é boa para todo mundo: para os pescadores, que vão ter seu trabalho mais valorizado e vai melhorar a renda, para o consumidor, que vai ter a certeza de comprar um produto autêntico e de qualidade, para os comerciantes, que vão ter mais valor agregado e para a região, porque todo o mundo vai querer comprar a Tainha da Lagoa de Araruama porque, comprovadamente, é melhor”, ressalta a prefeita.
“Para nós, é como se fosse um carimbo, um selo de qualidade que vai valorizar a nossa tainha e torná-la especial no mercado. Quando a gente conseguir a IG, todo o mundo vai conhecer a Tainha de Araruama”, explica o pescador Sassá.
O pescador está coberto de razão. A certificação garante a origem e a qualidade do pescado, fortalece a identidade local, amplia o valor de mercado e gera mais oportunidades para os pescadores artesanais e toda a cadeia produtiva. “Vai ser bom para nós porque vamos poder vender por um preço melhor, e também para o consumidor, que vai comprar um produto de qualidade”, ressalta o pescador João.
A expectativa positiva é compartilhada por todos. O pescador Lúcio vê na Indicação Geográfica uma conquista coletiva. “Isso valoriza o nosso trabalho e dá mais visibilidade para o que a gente produz aqui na lagoa”, reforça.
Para quem vive da pesca, a IG é a valorização de um trabalho que tem um ritmo próprio, marcado pela tradição e pelo respeito à natureza. “Por causa do vento, a gente começa a pesca no entardecer, a gente deixa a rede e volta no dia seguinte para recolher”, explica Sassá.
A atividade é essencialmente artesanal, com técnicas transmitidas de geração em geração. Seguindo a tradição da família, os primos Welliton e Luciano Quintanilha, saem de casa ainda de madrugada para recolherem a rede que deixaram no dia anterior.
“A pesca tem que ter paciência: tem dia que a rede vem cheia, tem dia que não”, conta Luciano. “Mas uma coisa é certa: a gente sempre soube que a nossa tainha é a melhor que tem”, brinca Welliton.












